DINÂMICA DANÇA DAS CADEIRAS
Versão competitiva e versão Cooperativa.
Alunos da Escola Professor Celso Augusto Rocco em Ji-Paraná/RO.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
O computador vai substituir o professor?
O computador vai substituir o professor?
O diálogo que vou
propor nesta coluna é sobre a escola. Acho que precisamos conversar sobre
isso. A Internet está trazendo consigo um novo modelo de educação, uma
forma diferente de aprendizagem, e precisamos entendê-lo, apropriar-nos disso,
ser protagonistas da mudança.
Precisamos conversar
principalmente porque a existência dessa grande rede nos faz pensar na escola
que temos, ainda tão fechada, limitada, desconectada do mundo, da vida do
aluno; ainda tão distante da realidade de imagens, sons, cores e palavras em
hipermídia que constitui a nossa vida hoje.
Precisamos
conversar sobre nossos sonhos para a escola, pois, se vocês não sabem, há
séculos, nós, pedagogos, acumulamos sonhos sobre a sala de aula. Ivan Illich
sonhava com uma educação que não fosse limitada às instituições, que
formalizam tudo. Jean-Jacques Rousseau pensava numa escola que não corrompesse
o homem, deixando simplesmente vir à tona o que temos de melhor. Jean Piaget
queria que os níveis mentais fossem respeitados, sem pular etapas, para que
não tivéssemos que aprender aos saltos, ou decorar o que não entendemos.
Freinet sonhava com uma escola que permitisse o prazer, a aprendizagem
agradável e divertida. Paulo Freire sonhava com um lugar em que o saber do
aluno fosse valorizado, onde a relação vivida nas aulas fosse o ponto de
partida para uma grande transformação do mundo. Goleman escreve sobre uma
escola que permita desenvolver o lado emocional, que tenha espaço para as
artes, a música, as coisas que, enfim, nos fazem mais humanos.
Mas não soubemos
concretizar muitos desses sonhos. Talvez ainda não tivemos tempo, porque era
preciso primeiro preparar aulas, corrigir provas, anotar no quadro e nos
cadernos tantas e tantas explicações.
De repente, a
tecnologia entra na escola e nos obriga a recuperar tudo isso. A presença da
máquina leva todo professor a se perguntar: como é a minha aula? Do que
decorre: será que o professor vai ser substituído pelo computador? E sabemos
que a resposta é sim, não temos a menor dúvida.
Explico: é que o
pior de nós vai ser substituído.
A nossa pior aula, o
lado repetitivo, burocrático e por vezes até acomodado da escola, esse vamos
deixar para o computador. Ele saberá transformar nossas exposições maçantes em
aulas multimídia interativas, em hipertextos fascinantes, em telas coloridas e
interfaces amigáveis preparadas para a construção do saber. Então poderemos,
finalmente, ficar com a melhor parte, aquela para a qual não nos sobrava tempo,
porque pensávamos que devíamos transmitir conhecimentos.
Vamos receber de
herança os sonhos de todas as outras gerações, redimi-los realizando tudo o
que não puderam conhecer. Agora sim, está em nossas mãos a derrubada dos muros
para fazer conexões com o mundo, a criação do espaço para a arte e a poesia, o
tempo para o diálogo amigo, o trabalho cooperativo, a discussão coletiva, a
partilha dos sentidos. Está em nossas mãos a construção de uma escola mais
feliz, feita por mestres e alunos que saibam, juntos, propor links e
janelas para a sala de aula, onde aprender não seja uma tarefa árdua e penosa,
mas sim uma aventura.
Então será preciso
que cada mestre se despeça da figura de professor transmissor de conteúdos que
há em si mesmo, e que os alunos abandonem seu papel de receptores passivos.
Isso é o pior de todos nós, não nos daremos mais a conhecer assim.
Vamos tentar
construir juntos algo novo. É claro que nós, professores, vamos precisar de
ajuda: os alunos saberão nos dizer como fazer. Será que eles aceitam ser nossos
mestres? Acho que sim, é só por este próximo milênio Nessa nova sala de aula,
na verdade todos serão mestres.
E, curiosamente, a
gente vai aprender como nunca.
Andrea Cecília Ramal
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