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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Você é um Professor digital?
Quando
comecei a escrever sobre informática educacional, lá pelos idos de 1998, me
lembro que meu primeiro artigo abordava a importância do uso dos
computadores como ferramenta de ensino-aprendizagem. Nele, eu tentava mostrar
que os computadores e a Internet poderiam ser ferramentas poderosas para
pesquisa, aprendizagem, interatividade e autoria.
Na foto ao lado, o professor Suez confronta a velha
“papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto
de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.
De lá para cá muita coisa mudou no mundo da
informática e dos computadores. Mas, no âmbito da escola, notamos um descompasso
entre o ritmo da evolução tecnológica e o da evolução de nossos processos
educacionais. O que, de certa forma, sabemos que não é novidade para ninguém: a
escola implementa mudanças de uma forma mais lenta, ainda que, paradoxalmente,
seja uma instituição que se propõe a ser um fator gerador de mudanças. É por isso
que os professores devem considerar as oficinas de capacitação para o uso
pedagógico dos computadores e da Internet como oportunidades valiosas de
aprendizagem de novas metodologias e técnicas de ensino-aprendizagem.
Mas só isso não basta. É preciso mais. Já não
basta perder o medo do computador. É preciso saber para que ele serve se
pretendemos fazer bom uso da máquina. Professores que só usaram computadores
para bater papo na Internet, jogar games ou, quando muito, digitar um texto mal
formatado no Word, estão deixando de aproveitar a chance de serem verdadeiros
“professores digitais”.
Na rede pública de ensino há ainda uma demanda
enorme de computadores para equipar centenas de escolas que não dispõem de uma
Sala de Informática funcional. Em outras tantas escolas os computadores já
estão ultrapassados e não dão mais conta de rodarem sistemas operacionais
modernos ou mesmo de lidar com a Internet midiática atual. É preciso suprir
essas demandas. As máquinas mudaram, o mundo mudou, embora na maior parte das
escolas os professores continuem quase os mesmos. Mas é preciso fazer também, e
urgentemente, um “upgrade nos professores” e não apenas nas Salas de
Informática. Precisamos de “professores digitais”.
Um professor digital é aquele que possui
habilidades para fazer um bom uso do computadores para ele mesmo e, por
extensão, é capaz de usá-lo de forma produtiva com seus alunos.
As “habilidades” que listarei a seguir podem ser
discutíveis e em número limitado. Arrisco-me, no entanto, a afirmar que quantas
mais forem as habilidades possuídas, mais perto se chegará do perfil de um
professor digital. Vejamos>
1. Possuir um endereço de e-mail e
utilizá-lo pelo menos duas vezes por semana (o ideal seria fazê-lo
diariamente);
2. Possuir um blog, um site ou uma página
atualizável na Internet onde regularmente se produz, socializa e se confronta
seu conhecimento com outras pessoas;
3. Participar ativamente de um ou mais “grupos de
discussão”, fórum ou comunidade virtual ligada à sua atividade educacional;
4. Possuir algum programa de troca de mensagens
on-line, como o MSN, com, no mínimo, dois colegas de profissão em sua “lista de
contatos” e usá-lo para fins profissionais pelo menos uma vez por semana, em
média;
5. Assinar algum periódico on-line (mesmo que
gratuito) sobre notícias e novidades relacionadas à educação ou à sua
disciplina específica, e lê-lo regularmente;
6. Preparar rotineiramente provas, resumos,
tabelas, roteiros e materiais didáticos diversos usando um processador de
textos (como o Word, por exemplo), uma planilha eletrônica (como o Excel) ou um
programa de apresentações multimídia (como o PowerPoint);
7. Fazer pesquisa na Internet regularmente com
vistas à preparação de suas aulas (no mínimo) e, preferencialmente, manter um
banco de dados de sites úteis para sua disciplina e para a educação em geral.
Melhor ainda seria compartilhar esse banco de dados com colegas e alunos;
8. Preparar pelo menos uma aula por bimestre sobre
um tema de sua disciplina onde os alunos usarão os computadores e a Sala de
Informática de forma produtiva e não apenas para “matar o tempo”;
9. Manter contato com o computador por, pelo menos,
uma hora diária, em média;
10. Manter-se atento para as novas possibilidades
de uso pedagógico das novas tecnologias que surgem continuamente e tentar
implementar novas metodologias em suas aulas.
Note que na lista acima não foi incluída em nenhum
item a necessidade de se “possuir um computador”, porque de fato não é preciso
possuir algum para ser um professor digital, ou mesmo para incluir-se digitalmente.
No entanto, muitos professores que conheço possuem computadores e acesso à
Internet, mas não chegam a ter nem três das dez habilidades listadas acima.
As habilidades acima envolvem o “fazer”, o agir, a inclusão efetiva do
professor no mundo digital. Nenhuma oficina de capacitação ou curso de
computação, por si só, traz nenhuma das habilidades acima, pois todas elas
demandam o “uso regular do computador e da Internet”.
Aproveite e faça você mesmo o teste para medir o quanto você se
enquadra no perfil do professor digital. Some um ponto para cada item dessa
lista que se aplicar a você. Caso você some mais que cinco pontos, já pode se
considerar como parte da vanguarda dos professores digitais.
(*) Para citar esse artigo (ABNT, NBR 6023):
ANTONIO, José Carlos. Você é um Professor digital?,
Professor Digital, SBO, 30 jun. 2008. Disponível em:
<http://professordigital.wordpress.com/2008/06/30/você-e-um-professor-digital/>.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
O computador vai substituir o professor?
O computador vai substituir o professor?
O diálogo que vou
propor nesta coluna é sobre a escola. Acho que precisamos conversar sobre
isso. A Internet está trazendo consigo um novo modelo de educação, uma
forma diferente de aprendizagem, e precisamos entendê-lo, apropriar-nos disso,
ser protagonistas da mudança.
Precisamos conversar
principalmente porque a existência dessa grande rede nos faz pensar na escola
que temos, ainda tão fechada, limitada, desconectada do mundo, da vida do
aluno; ainda tão distante da realidade de imagens, sons, cores e palavras em
hipermídia que constitui a nossa vida hoje.
Precisamos
conversar sobre nossos sonhos para a escola, pois, se vocês não sabem, há
séculos, nós, pedagogos, acumulamos sonhos sobre a sala de aula. Ivan Illich
sonhava com uma educação que não fosse limitada às instituições, que
formalizam tudo. Jean-Jacques Rousseau pensava numa escola que não corrompesse
o homem, deixando simplesmente vir à tona o que temos de melhor. Jean Piaget
queria que os níveis mentais fossem respeitados, sem pular etapas, para que
não tivéssemos que aprender aos saltos, ou decorar o que não entendemos.
Freinet sonhava com uma escola que permitisse o prazer, a aprendizagem
agradável e divertida. Paulo Freire sonhava com um lugar em que o saber do
aluno fosse valorizado, onde a relação vivida nas aulas fosse o ponto de
partida para uma grande transformação do mundo. Goleman escreve sobre uma
escola que permita desenvolver o lado emocional, que tenha espaço para as
artes, a música, as coisas que, enfim, nos fazem mais humanos.
Mas não soubemos
concretizar muitos desses sonhos. Talvez ainda não tivemos tempo, porque era
preciso primeiro preparar aulas, corrigir provas, anotar no quadro e nos
cadernos tantas e tantas explicações.
De repente, a
tecnologia entra na escola e nos obriga a recuperar tudo isso. A presença da
máquina leva todo professor a se perguntar: como é a minha aula? Do que
decorre: será que o professor vai ser substituído pelo computador? E sabemos
que a resposta é sim, não temos a menor dúvida.
Explico: é que o
pior de nós vai ser substituído.
A nossa pior aula, o
lado repetitivo, burocrático e por vezes até acomodado da escola, esse vamos
deixar para o computador. Ele saberá transformar nossas exposições maçantes em
aulas multimídia interativas, em hipertextos fascinantes, em telas coloridas e
interfaces amigáveis preparadas para a construção do saber. Então poderemos,
finalmente, ficar com a melhor parte, aquela para a qual não nos sobrava tempo,
porque pensávamos que devíamos transmitir conhecimentos.
Vamos receber de
herança os sonhos de todas as outras gerações, redimi-los realizando tudo o
que não puderam conhecer. Agora sim, está em nossas mãos a derrubada dos muros
para fazer conexões com o mundo, a criação do espaço para a arte e a poesia, o
tempo para o diálogo amigo, o trabalho cooperativo, a discussão coletiva, a
partilha dos sentidos. Está em nossas mãos a construção de uma escola mais
feliz, feita por mestres e alunos que saibam, juntos, propor links e
janelas para a sala de aula, onde aprender não seja uma tarefa árdua e penosa,
mas sim uma aventura.
Então será preciso
que cada mestre se despeça da figura de professor transmissor de conteúdos que
há em si mesmo, e que os alunos abandonem seu papel de receptores passivos.
Isso é o pior de todos nós, não nos daremos mais a conhecer assim.
Vamos tentar
construir juntos algo novo. É claro que nós, professores, vamos precisar de
ajuda: os alunos saberão nos dizer como fazer. Será que eles aceitam ser nossos
mestres? Acho que sim, é só por este próximo milênio Nessa nova sala de aula,
na verdade todos serão mestres.
E, curiosamente, a
gente vai aprender como nunca.
Andrea Cecília Ramal
sexta-feira, 10 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Introdução a Educação Digital
Objetivos específicos do curso Introdução à Educação Digital. Promover capacidades e habilidades relativas a:
• Conceituar tecnologia: se mídias digitais, analisando e reconhecendo o impacto, o potencial e a complexidade da sua inserção na prática pedagógica e na vida privada e em sociedade;
• Analisar o papel das redes digitais na promoção dos processos cooperativos de trabalho e aprendizagem;
• Adquirir competências básicas para o manejo dos recursos mais usuais dos computadores.
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